O primeiro cometa descoberto em 2026, batizado oficialmente de C/2026 A1, já movimenta a scientific community internacional. Identificado em janeiro deste ano por astrônomos amadores, o objeto deve passar perigosamente perto do Sol entre os dias 4 e 5 de abril, em uma trajetória rara.
A observação ocorreu no Chile, a análise orbital foi feita na Itália, e o interesse se explica pelo potencial do cometa se tornar visível até durante o dia, caso sobreviva ao calor extremo.
Logo no início, o que se sabe é claro: trata-se de um cometa da família dos chamados “sungrazers”, corpos que praticamente raspam a superfície solar.
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O C/2026 A1 foi detectado ainda muito distante, algo incomum, e isso levanta expectativas sobre seu tamanho, brilho e possível impacto científico.
O primeiro cometa descoberto em 2026 foi observado em 13 de janeiro, a partir de San Pedro de Atacama, no deserto chileno. A descoberta foi feita por um grupo de astrônomos amadores franceses que integram o programa MAPS, utilizando um telescópio de 11 polegadas.
O objeto recebeu a designação oficial C/2026 A1, concedida pela União Astronômica Internacional. Desde então, novas análises começaram a revelar que esse não é um cometa comum.
Um dos primeiros alertas veio da análise orbital. O astrônomo italiano Piero Sicoli identificou semelhanças entre a trajetória do C/2026 A1 e a do cometa Pereyra, observado em 1963. Isso sugere que ambos possam ser fragmentos de um mesmo corpo ancestral.
Esses objetos pertencem à chamada família Kreutz, um grupo de cometas conhecidos por se aproximarem extremamente do Sol. Muitos deles acabam se desintegrando, enquanto outros entram para a história da astronomia.
Os cometas Kreutz seguem órbitas altamente alongadas e passam a distâncias mínimas do Sol. Acredita-se que todos sejam fragmentos de um enorme cometa que se rompeu há cerca de mil anos.
Por isso, cada novo objeto dessa família ajuda a reconstruir essa história de fragmentação. Nesse contexto, o primeiro cometa descoberto em 2026 pode ser uma peça-chave desse quebra-cabeça cósmico.
Um dos fatores mais surpreendentes é que o C/2026 A1 já apresentava magnitude próxima de 18 quando estava a cerca de 2 unidades astronômicas do Sol. Em termos simples, isso significa que ele já era detectável mesmo estando muito longe.
Essa detecção precoce indica que o núcleo pode ser maior do que o normal para cometas dessa família. Segundo análises preliminares, isso pode indicar que o núcleo do primeiro cometa descoberto em 2026 seja relativamente grande, com até 2,4 quilômetros de diâmetro.
Crédito: Michael Jäger & Gerald Rhemann/Observatório Aéreo de Martinsberg – Reprodução Redes Sociais
Além disso, imagens iniciais mostram uma pequena cauda e uma coma difusa esverdeada. Essa coloração é causada pela emissão de carbono diatômico, um gás liberado quando o gelo do cometa começa a sublimar.
O C/2026 A1 se encontra na constelação de Eridanus, a pouco mais de 200 milhões de quilômetros da Terra. À medida que se aproxima do Sol, a tendência é que sua atividade aumente.
Passagem extremamente próxima do Sol define o futuro do C/2026 A1
A característica mais impressionante do C/2026 A1 é sua aproximação prevista do Sol. As estimativas indicam que ele passará a cerca de 783 mil quilômetros da superfície solar. Embora esse número pareça grande, ele representa uma distância mínima em termos astronômicos.
Esse momento crítico, chamado de periélio, define dois cenários possíveis. Por um lado, o calor intenso e as forças gravitacionais podem destruir completamente o cometa. Por outro, se ele sobreviver, pode se tornar um espetáculo raro, com brilho intenso e até visibilidade durante o dia.
Casos anteriores ajudam a entender o que pode acontecer. Em 1965, o cometa Ikeya-Seki resistiu a uma passagem ainda mais próxima do Sol e se tornou um dos mais brilhantes do século.
Já em 2011, o cometa Lovejoy também chamou atenção ao atravessar a coroa solar, mas acabou se desintegrando dias depois. Assim, o destino do C/2026 A1 permanece incerto, o que torna seu acompanhamento ainda mais empolgante.
Mesmo que não sobreviva ao periélio, o C/2026 A1 já é considerado valioso para a ciência. Cometas são verdadeiras cápsulas do tempo, pois preservam materiais formados nos primórdios do Sistema Solar.
Assim, observar como esse objeto reage ao calor extremo ajuda a entender a composição e a evolução desses corpos gelados. Por isso, independentemente do desfecho, o C/2026 A1 já é considerado um dos cometas mais interessantes dos últimos anos.
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